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O pato-selvagem, também conhecido como pato-do-mato, no Brasil, e pato-mudo, em Portugal, é um anseriforme (Cairina moschata) orinário da região neotropical, comum na maior parte do Brasil. Maior que o pato doméstico, ele possui o dorso preto e uma faixa branca na parte de baixo das asas, porém, em seu processo de domesticação, uma ampla variedade de coloração da plumagem foi produzida. Os patos-selvagens comem raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas, apanhadas flutuando ou através de filtragem da lama do fundo. Nadam com a cabeça e pescoço afundados, enquanto buscam alimentação. Também apanham pequenos invertebrados nessas filtragens. De larga distribuição pelo planeta, é o ancestral das subespécies domésticas e, no Brasil, há referências seguras de que o pato-selvagem era domesticado pelos indígenas, mesmo antes da chegada à América dos europeus.














Confusões entre Patos e Marrecos
 
No Brasil, é muito comum pessoas leigas confundirem patos e marrecos. Não somente pessoas "comuns", mas também a mídia e até mesmo alguns dicionários de línguas. Prova disso é que se procurarmos pela palavra "pato" em alguns dicionários de língua inglesa, achamos a palavra "duck" e vice-versa. Além disso, muitos personagens Disney são traduzidos como "patos", como o Pato Donald e a sua família, que inclui o Tio Patinhas e os sobrinhos, quando na verdade eles são marrecos. O conto O Patinho Feio de Hans Christian Andersen, onde o dito patinho acaba por descobrir-se cisne, na verdade é um dito marreco e que acaba por descobrir-se cisne.
Em Portugal (e no resto da Europa, se não em todo o mundo à excepção da América Latina), a palavra "pato" é por definição atribuída aos "patos-marrecos". Por isso, a questão posta nesta secção torna-se inversa, o que pode explicar o facto de os referidos dicionários traduzirem "pato" por "duck".


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